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Luxação da Patela

Quem já luxou a patela conhece muito bem a dor e o desconforto que essa patologia causa. O que muitos não sabem, é que essa patologia tem tratamento e, hoje, já existem técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e que podem garantir uma qualidade de vida normal ao paciente, com retorno às suas atividades prévias, como futebol, corrida, etc.

Os motivos para que a patela luxe, ou saia da articulação, são muitos e devem ser cuidadosamente avaliados pelo seu ortopedista especialista em cirurgia do joelho. Alguns dos exemplos são: geno valgo (perna em “X”), alterações ósseas do fêmur (displasia troclear) e da patela, patela muito alta, entre outras. É muito frequente nas mulheres jovens.

Nos casos de luxação redicivante, ou seja, patelas que luxam com frequência (mais de duas vezes), a cirurgia se torna imperativa, já que quanto mais a patela é luxada, maior é a chance de fraturas da patela, lesões osteocondrais, entre outras. No joelho pode significar inúmeras patologias e depende de fatores como idade, sexo, atividades de rotina, etc.

Muitas vezes, a dor do joelho é proveniente do contato entre a patela e o fêmur. Essa patologia é denominada Síndrome fêmoro-patelar. Muito comum em mulheres, pode ser consequência tanto de um desbalanço muscular, quanto da própria anatomia constitucional do membro inferior e sua relação com o joelho. A técnica cirúrgica utilizada pelo Dr. Marcelo Tostes é minimamente invasiva e permite um retorno rápido do paciente às suas atividades.

Causas da Luxação Patelar
A chamada “patela alta” é uma das principais causas de luxação da articulação femuropatelar (entre a patela e o fêmur), já que permite que a patela tenha uma maior mobilidade acima da tróclea, que controla o curso da patela.

Veja os principais métodos para calcular a altura da patela, baseadas na imagem de radiografia em perfil do joelho a 30 graus de flexão:

Classificação das displasias trocleares (que são fatores envolvidos na luxação patelar):

Tipo A

Tipo A é caracterizada pelo sinal do cruzamento na visão lateral (esquerda) e por um tróclea rasa (ângulo do sulco> 145 °) na vista axial (à direita).

Tipo B

Tipo B é caracterizada pelo sinal do cruzamento e proeminência supratrochlear, ou esporão, na visão lateral (esquerda) e por um tróclea achatado na visão axial (à direita).

Tipo C

Em tipo C, a visão lateral mostra o sinal do cruzamento com contorno duplo (esquerda). Na visão axial (à direita), a tróclea demonstra convexidade lateral e medial hipoplásica.

Tipo D

No tipo D, o sinal do cruzamento, duplo contorno e esporão supratrochlear são vistos na visão lateral (esquerda) e assimetria das facetas trocleares é vista na vista axial (à direita).

(Reproduzido com permissão de Dejour D, LeCoultre B: osteotomias em instabilidades patelofemorais Sports Med Arthrosc 2007; 15:.. 39-46)

Ligamento Patelofemoral Medial, um dos principais estabilizadores da patela. Praticamente sempre é lesado quando a patela é luxada completamente.

Os vídeos abaixo mostram como a patela desliza sobre o fêmur em um joelho com anatomia normal

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